URUTU-CRUZEIRO
Nome Vulgar: URUTU CRUZEIRO
Nome Científico: Bothrops alternatus
Família: Viparidae
Peso:1 a 1,5 kg
Tamanho: 1 a 1,6 m
A COBRA e o VAGALUME
Sobre a inveja
Corrre uma história que certa vez uma serpente começou a perseguir um vagalume. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, mas a serpente nem pensava em desistir. Fugiu um dia, e ela nao desistia; fugiu dois dias, e nada. No terceiro dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra:
- Um momento. Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, disse a cobra, mas já que vou devorá-lo mesmo, esteja à vontade, pode perguntar.
- Pertenço à sua cadeia alimentar ?, perguntou o vagalume.
- Não. Respondeu o ofídio.
- Eu lhe fiz algum mal? redarguiu o inseto.
- Não. Respondeu novamente a cobra.
- Então, por que você quer acabar comigo? Perguntou novamente o ofídio
- Hhmmm. Não sei... É uma coisa assim, tipo... O negócio é que não suporto ver você brilhar... disse finalmente a cobra.
MORAL DA HISTÓRIA:
“Se a sua estrela não brilha, não ofusque a dos outros”.
Diariamente estamos sendo perseguidos por víboras, seja em nosso ambiente de trabalho, seja na escola ou meio social. Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.
A urutu-cruzeiro é uma serpente curta e bastante grossa, possuindo ao longo do corpo desenhos que se assemelham a uma ferradura ou a letra C invertida; no alto da cabeça nota-se um desenho similar a um Y invertido; serpente muito temida, sobre sua picada, diz o dito popular: “se não mata, aleija”, devido à ação proteolítica do veneno, ou seja, destrói tecido muscular.
Possui hábitos crepusculares e noturnos, sendo assim sua visão não é muito útil, sendo utilizado na caça a fosseta loreal, para localizar a presa através do calor do corpo da presa, e usa a língua bifurcada para rastrear e localizar a presa morta pela ação do veneno. Habita campos e outras áreas abertas e pedregosa do sul e sudeste do Brasil. Alimenta-se de mamíferos (roedores). Quando ameaçada, ocorre um achatamento de partes do corpo, faz movimentos rápidos e repetidos com a ponta da cauda, dá bote, incluindo mordidas e injeção de venenos, excreta fezes e outras substâncias odoríferas. Sua dentição é solenóglifa, isto é possuem presas canaliculares e curvadas para traz, situadas na porção anterior do maxilar móvel. É uma das maiores produtoras de veneno, chegando até a 380 ml por extração.