OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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A ARTE DE BEM REDIGIR – LABORATÓRIO e OFICINA DE REDAÇÃO, LEITURA e PRODUÇAO DE TEXTOS
 
       Ouçamos o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889 – 1951), um dos pais da filosofia analítica: “os limites da minha linguagem denotam os horizontes do meu mundo”. Depreende-se da frase de Wittgenstein que o modo como se escreve ou como se fala reflete o universo cultural do emissor. Assim, quem não lê não tem do que falar; imagine então escrever.  E para escrever bem é necessário enriquecer o vocabulário colecionando palavras, máximas, frases e aforismos. Dominar o mundo da escrita é uma arte, um trabalho que exige dedicação e prática por anos a fio, tanto de leitura, quanto de escrita. Mas, redigir bem não se aprende da noite para o dia, tampouco há fórmulas mirabolantes e miraculosas. É questão de estilo de cada um. No entanto, conhecer o lado teórico da redação é algo fácil. Aqui você encontrará um resumo dessa teoria. Aplique-a em seu trabalho, mas não se esqueça: você precisará fazer a sua parte, isto é, ler, escrever e exercitar-se.  E a leitura é o passatempo favorito dos judeus, o povo que mais arrebata Nobeis. Use, se possível, e quando necessário, figuras de linguagem para que o texto fique interessante. As metáforas também enriquecem a redação. Até o mais caipira da roça sabe falar e escrever em português sobre um determinado assunto; mas redigir com maestria é diferente. Isso é só para os mestres.
         O Anderson “the spider” Silva é fenomenal na arte do UFC porque treina oito horas por dia e em todas as modalidades. De igual forma, Lyoto Machida. Depreende-se da frase de Wittgenstein que o modo como se escreve ou como se fala reflete o universo cultural do emissor. O bom leitor, munido de um bom repertório de referências históricas, culturais e bibliográficas, usa as palavras com uma precisão cirúrgica tal que é capaz de desmoronar o argumento até do mais astuto interlocutor. Não será apenas mais um que regurgita o que ouviu pela televisão Rede Bobo, ou alguém que parodia ou plagia  outrem. Não ! Quem lê, estuda e pesquisa com afinco, adquire mecanismos verbais e ferramentas magníficas para concatenar e organizar melhor as ideias, sempre terá algo a dizer e um ponto de vista a defender com propriedade e conhecimento de causa.  Os olhos daquele que lê com voracidade, com sede de conhecimento e saber, deslizam sobre as páginas de um livro como uma lupa a perscrutar e esquadrinhar o que vai no íntimo do autor, até as entranhas do seu pensamento  (mas frise-se, bons autores).
  A leitura edifica o homem completamente, a boa conversação torna-o ágil e perspicaz, e o escrever dá-lhe precisão. Não se pode comparar um jovem que passa horas diante da telinha de um computador, “plugado” ao orkut ou facebook, ou colado ao telefone celular, com um jovem “rato de biblioteca”, pois aquele desvaloriza, dilapida e empobrece a comunicação tanto escrita quanto oral, ao passo que este, estudando e lendo, está adquirindo mecanismos e ferramentas de primeira grandeza para a sua vida profissional.  Aquele, por seu turno, usa ferramentas de comunicação obsoletas e rudimentares, enquanto que este, perscruta o íntimo dos melhores autores para, mais tarde, usar a palavra, como escritor ou orador, sua ferramenta de trabalho, com uma precisão cirúrgica - instrumento de comunicação e persuasão. 
           Ter biblioteca, livros e estantes em casa, apenas à guisa de adorno, não é o caso; também não vem ao caso obrigar o aluno a ler, senão pelo prazer, pois é fácil levar o jumento até o açude - difícil é convencê-lo a beber água. Muitas vezes o aluno é levado até a escola... Mas aprender que é bom....  Os pais devem deixar livros, jornais, revistas espalhados em casa sobre uma mesa para que os filhos tenham desde cedo a vontade e a curiosidade de ler.
    Diz o ditado que ostra feliz não faz pérolas. Devemos dar tarefas e não comodismo aos nossos alunos. Os mais fortes nem sempre são os mais capazes na natureza, como a extinção dos dinossauros bem o demonstra – mas sim os mais inteligentes e não aos acomodados. Por que, pois, esse fisiculturismo todo ???, ficar bombado de forma plástica com hormônios ?   Já dizia Confúcio (551 – 479 a.C):
  
Diga-me como é, e esquecerei;
Mostre-me, e me lembrarei;
Deixe-me fazer, e então aprenderei.
 
 
 
                                                                        O TEXTO ESCRITO
.
            
         É homérica a luta que os alunos enfrentam com relação à produção de textos escritos. Em geral, eles não apresentam dificuldades em se expressar quando se trata da fala coloquial. Os problemas começam a surgir, isso sim, quando tais alunos têm necessidade de se expressar formalmente, e se agravam no momento de  empunhar uma caneta e produzir um texto escrito. Nesta última situação o texto  deixa claro que há diferenças marcantes entre falar e escrever. Muitos estudantes querem aprender uma língua estrangeira, mas poucos o conseguirão, pois se até mesmo redigir na língua materna já é uma carga, imagine em uma língua estrangeira; e não se aprende uma língua estrangeira por osmose; nossos alunos não têm o hábito de ler por prazer, mas sim por obrigação e imposição.  Para realmente se compreender um texto há que se ter o prazer de ler de tudo que lhe venha aos olhos,  e então para se compreender um texto qualquer será mais fácil.
         Na linguagem oral o falante tem claro com    quem fala, os canais de comunicação, signos lingüísticos e um contexto. O conhecimento da situação facilita a produção oral. Nela o interlocutor, presente fisicamente, é ativo, tendo possibilidade de intervir, de pedir esclarecimentos, ou até de mudar o curso da conversação. O falante pode ainda recorrer a recursos que não são propriamente lingüísticos, como gestos, mímicas ou expressões faciais. Já na linguagem escrita a falta desses elementos extratextuais precisa ser suprimida pelo texto, que se deve organizar de forma a garantir a sua inteligibilidade.
           Escrever não é apenas traduzir a fala em sinais gráficos. O fato de um texto escrito não ser satisfatório não significa que seu produtor tenha dificuldades quanto ao manejo da linguagem cotidiana e sim que ele não domina os recursos específicos da modalidade escrita.
        A escrita tem normas próprias, tais como regras de ortografia - que, evidentemente, não é marcada na fala - de pontuação, de concordância, de uso de tempos verbais e signos diacríticos. Entretanto, a simples utilização de tais regras e de outros recursos da norma culta não garante o sucesso de um texto escrito. Não basta, também, saber que escrever é diferente de falar. É necessário preocupar-se com a constituição de um discurso, entendido aqui como um ato de linguagem que representa uma interação entre o produtor do texto e seu receptor; além disso, é preciso ter em mente a figura do interlocutor e a finalidade para a qual o texto foi produzido.
          Para que esse discurso seja bem-sucedido deve constituir um todo significativo e não fragmentos isolados justapostos. No interior de um texto devem existir elementos que estabeleçam uma ligação entre as partes, isto é, elos significativos que confiram coesão ao discurso. Considera-se coeso o texto em que as partes referem-se mutuamente, só fazendo sentido quando consideradas em relação umas com as outras.
        Nonada, como diria Guimarães Rosa. Gírias, neologismos, estrangeirismos, todos esses modismos vão e vêm na língua portuguesa, como um organismo vivo que, ao contrário das línguas mortas, estão sempre a se modificar. Não há, na análise do discurso, uma comunicação plena e cabal livre de mal-entendidos, equívocos e interpretações errôneas, visto que entre os seres humanos, para que haja uma comunicação razoável, há que se levar em conta os ruídos de comunicação que fatalmente ocorrerão, tais como o âmbito geográfico, o registro lingüístico usado pelo emissor/receptor, o emprego do tom, da melodia e, na escrita, dos sinais diacríticos. Combater ou não tais aberrações é um desafio, assim como as drogas são um problema sem uma “solucionática”, que pode vir a tornar-se um cancro gramatical e lingüístico. Normatizar e promover ou não o uso de modismos e estrangeirismos não é tarefa das mais fáceis. Os jornalistas não têm cacife para tal, pois diariamente cometem muitas impropriedades, os gramáticos tampouco, pois provado está que não é pela gramática normativa que se aprende a falar e escrever e, finalmente, os lingüistas apenas vêem a caravana passar. Mas quem realmente irá normatizar e moldar-lhe o uso será o povo e o tempo, assim como o foi a língua latina no tempo dos césares.
Como somos humanos e possuímos dois pés, vamos então passo-a-passo.
 
 
1º PASSO – LEITURA e INTERPRETAÇÃO:-
A leitura é o subsídio da redação. Leitura e mais leitura. Não pense o aluno que irá redigir bem se não possuir um ótimo cabedal de leituras em seu curriculum.  A leitura é o básico do básico, é o feijão-com-arroz e, como fatores de formação e informação, juntas, leitura e interpretação textuais, formarão a competência lingüística do aluno redator. Tenha em mente que o lutador de artes marciais será um medíocre se não treinar com afinco e constantemente horas por dia. Para esquentar, seria bom ler os dez melhores livros da literatura brasileira, até chegar aos cem da universal
2º PASSO – ESTRUTURAÇÃO e GRAMÁTICA:- 
A estrutura é o esqueleto do bolo. É a parte formal. Há que se montar, primeiramente, uma estrutural mental e trazê-la para o papel. Na estrutura iremos apondo, aos poucos, os confeites e recheios, tendo a gramática como base (receita). O aluno deve ter em mente o número de linhas solicitadas para expor suas idéias. Formatação e parágrafo (3) são essenciais. Ater-se às normas da ABNT e da gramática. Geralmente de 15 a 30 linhas. O Anderson tem um biotipo específico para a arte do UFC.
PASSO – VOCABULÁRIO e ORTOGRAFIA:- 
Letra cursiva ou de forma - eis a questão. A caligrafia é também elemento essencial no bojo de uma redação escolar. Se o aluno não domina a escrita cursiva e tem uma cacografia, aconselhável é munir-se de um caderno de caligrafia e começar a treinar. Substituir as palavras pobres por palavras ricas – é o vocabulário. P. ex. em vez de escrever “é de grande importância”, poderia escrever “é de suma importância”. Questão de tempo. Fique de olho no Anderson, ele está sempre corrigindo a postura e procurando aprimorar-se. Aprimore seu vocabulário e ortografia. O Anderson é o cara.
PASSO - COERÊNCIA e COESÃO:- 
Coerência e coesão textuais são, em uma redação, irmãs gêmeas, siamesas. Andam sempre juntas e unidas, sendo ao longo do texto fator primordial para formar uma unidade gramatical lógica. É necessário que sua redação forme um todo harmonioso, tal qual um rio que desce a serra em direção ao mar. Para tanto, convém estabelecer uma ordem para que as idéias se completem e formem o corpo da narrativa. O Anderson é coerente no que fala e suas técnicas são coesas.
PASSO – CORREÇÃO e PROGRESSÃO:- 
Toda redação deve ter Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Aproveite e veja se as vírgulas,  pontuação e acentuação estão corretas. Um segredo é ater-se a algumas regras básicas de revisão, tais como incluir apostos, cortar palavras e podar trechos excessivos, substituir expressões vagas ou inadequadas, acrescentar elementos para tornar pensamentos mais claros, inverter termos ou seqüências para conferir maior expressividade ou organizar mais claramente as idéias. Fazer as correções e ver se há uma progressão argumentativa.
PASSO -  LÍNGUA e LINGUAGEM:- 
Não use regionalismos. Fuja do lugar-comum, tais como gírias, ditados batidos e expressões coloquiais. Use palavras conhecidas e adequadas. Escreva com simplicidade. Para que se tenha bom domínio, prefira frases curtas, mas curtas demais empobrecem a redação. Use também os apostos.  Amarre as frases, organizando as idéias. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve e harmônica pela sua linha de argumentação. 
PASSO – UNIDADE e SIMPLICIDADE:-  
Os verbos devem ser impessoais, devem estar na terceira pessoa. O aluno não deve usar o “eu penso, eu acho, na minha opinião...”.  A reação deve ter a forma de um conto, pois o aluno deve expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Concisão é a ordem.  Por isso não repita idéias, não use palavras demais ou outras coisas que só para aumentem as linhas e “enchem lingüiça”. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto. A pesquisa prévia ajuda a selecionar melhor o que se deve usar. O texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente de pensamento do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder. Para não errar, use a seguinte ordem: introdução, argumentação e conclusão da idéia. Se você souber e tiver a chave de ouro para fechar a sua redação, tanto melhor, pois já sabe como finalizar.
PASSO – CLAREZA e OBJETIVIDADE:- 
O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Use frases denotativas e não conotativas. Nada de linguagem poética. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas idéias, narrando um fato na terceira pessoa. O mais importante é fazer-se entender. Tem que ser claro e objetivo, preciso e sucinto como em um conto.
PASSO – ESTILO e FORMA:- 
Busque formar o seu estilo de redigir. O Anderson tem seu próprio estilo, e é bom; o Lyoto tem o seu próprio estilo, e também é bom. Procure chamar a atenção para o assunto com palavras fortes, nobres, que causem impacto, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à idéia inicial é uma boa maneira de fechar o texto. Se você souber e tiver a chave de ouro para fechar a sua redação, tanto melhor, pois já sabe como finalizar. 
10º PASSO  - LEIA E RELEIA (arremate) :- 
É fundamental pensar, planejar, escrever e reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados, pode ser que você não consiga se expressar de forma clara e concisa. A pressa pode atrapalhar. Com calma, verifique se os períodos não ficaram longos, obscuros. Veja se você não repetiu palavras e idéias. À medida que você relê o texto, essas falhas aparecem, inclusive, erros de ortografia e acentuação. Não se apegue à escrita. Refaça se for preciso. Não tenha preguiça, passe tudo a limpo quantas vezes forem necessárias. No computador, esta tarefa se torna mais fácil. Faça sempre uma cópia do texto original. Assim você se sentirá à vontade para corrigir quanto quiser, pois sabe que sempre poderá voltar atrás. É o arremate, o ponto final. Ippon.
 
 
tema para redação: O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA, O PROTOCOLO DE KYOTO e os CRÉDITOS DE CARBONO.
 
O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, que foram lançados na terra; e foi queimada a terça parte da terra, a terça parte das árvores, e toda a erva verde” -  Apocalipse 8:7
 
Palavras-chaves:
Ecossistema de maior biodiversidade, habitat, crimes ambientais, devastação, degradação ambiental, queimadas e incêndios catastróficos.
 
 
Resumo:
Na década de 70, políticas militares de desenvolvimento e ocupação das terras da região Norte e Centro-Oeste, levadas a cabo por governos militares, foram o estopim do desmatamento e ocupação irregular e desenfreada da Amazônia.  Hoje vemos e sentimos o reflexo nocivo disso.
 
A floresta verde ameniza o aquecimento global, preserva a fauna silvestre e seu habitat, retém e absorve o dióxido de carbono, fornece o oxigênio e filtra a água. Mas a pecuária extensiva, a especulação imobiliária, a monocultura transgênica extensiva, a gana pelo ouro verde, especulação imobiliária e os latifúndios devastam essa nossa propriedade.
 
Propostas e soluções para diminuir o desmatamento:
 
Protocolo de Kyoto – Japão, dezembro/1999 - Créditos de carbono (RCE) para combater a emissão de gases de efeito estufa. - 1 tonelada de CO2 não emitido equivale a 1 crédito de carbono. Melhor que pagar multa. RCE são certificados que autorizam (países e pessoas jurídicas) o direito de poluir em troca da compra de créditos de carbono negociados na bolsa de valores.
 
 
Eis aqui algumas frases cretinas, de pessoas famosas:
 
"Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós". (Al Gore, Vice-Presidente dos Estados Unidos, Washington). 
 
"Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas".
(Margaret Thatcher, Primeira-Ministra da Inglaterra, Londres, 1983.);
 
"O Brasil precisa aceitar que tem uma soberania relativa sobre a Amazônia". (François Mitterrand, presidente da França, Paris, 1989.);
 
"O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes".
(Mikhail Gorbachev, chefe do governo soviético, Moscou,1992.);
 
"As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum a todos no mundo. As campanhas ecológicas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início à fase operativa, que pode definitivamente ensejar intervenções militares diretas sobre a região". 
(John Major, Primeiro-Ministro da Inglaterra, Londres, 1992.);
 
"A liderança dos Estados Unidos exige que apoiemos a diplomacia com a ameaça da força". 
(Warren Cristopher, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Washington.
 
"Os países em desenvolvimento com imensas dívidas externas devem pagá-las em terras, em riquezas. Vendam suas florestas tropicais". 
(George W. Bush, candidato à presidência dos Estados Unidos, em debate com Al Gore, Washington, 2000).
 
"A Amazônia deve ser intocável, pois constitui-se no banco de reservas florestais da humanidade." 
(Congresso de ecologistas alemães, Berlim, 1990.);
 
"A Amazônia é patrimônio da humanidade. A posse desse imenso território pelo Brasil, Venezuela, Bolívia, Colombia, Peru e Equador é meramente circunstancial". 
(Conselho Mundial das Igrejas Cristãs, Genebra, 1992.);
 
"Só a internacionalização pode salvar a Amazônia".(Grupo dos Cem, cidade do México, 1989.);
 
                                   
A Internacionalização da Amazônia
               Durante debate ocorrido no mês de novembro/2000, em uma Universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT *), foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem repórter introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta, e rebateu:
        "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a   internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar e aceitar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.   Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou 
de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
         Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam  pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. 
        Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um Patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram de fome quando deveriam comer bem e viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa.                Só nossa."
(*) Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal (PT) e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.
 
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Nome:   samara santos
Comentário:  amei as dicas pois vai me ajudar muito na prova que vou fazer



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