OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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O CONTO DO PAPAI NOEL

       Quem participa e comemora a festa do papai Noel, conhecida como Natal, é idólatra. E Deus nosso Pai não se agrada de festas idólatras. A verdade é dura, e dói. Jesus Cristo foi morto e crucificado porque pregava a verdade e não procurava agradar a todo o povão, mas agradar a Deus, o Pai. Esse artigo irá magoar a muita gente.
       A lenda do Papai Noel deriva diretamente das antigas lendas em volta da figura de São Nicolau de Bari (ca. 280-ca. 350), bispo de Myra e “santo” que, segundo a tradição, entregou todos seus bens aos pobres para tornar-se monge e bispo, distinguindo-se sempre por sua generosidade com as crianças.
Na Idade Média, a lenda de São Nicolau arraigou-se de forma extraordinária na Europa, particularmente na Itália (dizem que seus restos foram trasladados para a cidade italiana de Bari em 1087), e também em países germânicos como os estados alemães e holandeses. Particularmente na Holanda sua figura adquiriu notável destaque, a ponto de tornar-se padroeiro dos marinheiros holandeses e da cidade de Amsterdam. Quando os holandeses colonizaram Nova Amsterdam (a atual ilha de Manhattan), construíram uma imagem de São  Nicolau, e fizeram o possível para manter seu culto e suas tradições no Novo Mundo.
A devoção dos imigrantes holandeses por São Nicolau era tão profunda e ao mesmo tempo tão pitoresca e chamativa que, em 1809, o escritor norte-americano Washington Irving (1783-1859) traçou um quadro muito vivo e satírico dela (e de outros costumes holandeses) em um livro chamado Knickerbocker's History of New York (A história de Nova York segundo Knickerbocker). No livro de Irving, São Nicolau era despojado de seus atributos episcopais e aparecia como um homem velho, gordo, generoso e sorridente, vestido com chapéu de abas, calção e cachimbo holandês. Após chegar a Nova York a bordo de um barco holandês,  dedicava-se a atirar presentes pelas chaminés, que sobrevoava graças a um cavalo voador que puxava um trenó prodigioso. O fato de que Washington Irving denominasse  este personagem como "guardião de Nova York" faz com que sua popularidade explodisse e contagiasse os norte-americanos de origem inglesa, que começaram também a celebrar sua festa no dia 6 de dezembro, e que converteram o  "Sinterklaas" ou "Sinter Klaas" holandês no  "Santa Claus" norte-americano.
Poucos anos depois da publicação do livro de Irving, a figura de Papai Noel havia adquirido tal popularidade na costa leste dos Estados Unidos que, em 1823, um poema anônimo chamado  A Visit of St. Nicholas ('Uma visita de São Nicolau'), publicado no jornal Sentinel ('A Sentinela') de Nova York, encontrou uma sensacional acolhida e contribuiu enormemente para a evolução dos traços típicos do personagem. Embora publicado sem nome de autor, o poema tinha sido escrito por um obscuro professor de teologia, Clement Moore, que o dedicou a seus numerosos filhos  nunca previu que um familiar seu o enviaria a um jornal. Até os anos de 1862, já  octogenário, não Moore não tinha reconhecido a autoria. No  poema, São Nicolau aparecia sobre um trenó puxado por renas e enfeitado com sonoros sininhos.  Sua estatura tornou-se mais baixa e roliça, e adquiriu algumas feições próximas da representação tradicional dos gnomos (que precisamente também algumas velhas lendas germânicas consideravam recompensadores ou castigadores tradicionais das crianças). Os tamancos holandeses nos quais as crianças esperavam que fossem depositados seus presentes transformaram-se em grandes meias. Finalmente, Moore transferiu a chegada do simpático personagem do dia 6 de dezembro típico da tradição holandesa, para o dia  25 desse mês, o que influenciou grandemente na progressiva mudança da festa dos presentes para o dia de Natal.
O processo de popularização do personagem continuou aumentando. Em 6 de dezembro de 1835, Washington Irving e outros amigos seus criaram uma sociedade literária dedicada a São Nicolau, com sede na própria casa de Irving. Nas reuniões, era obrigatório fumar cachimbo e observar vários costumes holandeses. Isso indica até que ponto extremo os norte-americanos descendentes de outros grupos imigrantes tinham incorporado esta tradição holandesa.
Outro grande contribuinte para a representação típica de São Nicolau no século XIX foi um  imigrante alemão chamado Thomas Nast. Nascido em Landau (Alemanha) em 1840, estabeleceu-se com sua família em Nova York desde que era garoto, e alcançou grande prestígio como desenhista e jornalista. Em 1863, Nast publicou no jornal Harper's Weekly seu primeiro desenho de Papai Noel, cuja iconografia havia variado até então, flutuando desde as representações de homenzinho baixinho e rechonchudo até as de velho alto e corpulento. O desenho de Nast o apresentava com figura próxima a de um gnomo, estando para entrar em uma chaminé. Seus desenhos dos anos seguintes (continuou desenhando para o mesmo jornal até 1886) foram transformando substancialmente a imagem de Papai Noel, que ganhou em estatura, adquiriu uma barriga muito proeminente, mandíbula muito larga, e foi rodeado de elementos como o largo cinturão, o pinheiro, o musgo e a malva. Embora tenha sido representado várias vezes como viajante do Pólo Norte, sua voluntariosa aceitação das tarefas do lar e seus simpáticos diálogos com pais e crianças o tornaram uma figura ainda mais próxima e íntima. Quando as técnicas de reprodução industrial tornaram possível a incorporação de cores nos desenhos publicados na imprensa, Nast pintou seu casaco de um vermelho muito intenso. Não se sabe se foi ele o primeiro a fazê-lo, ou se foi o impressor do Boston Louis Prang, que já em 1886 publicava postais natalinos em que Papai Noel  aparecia com seu característico casaco vermelho. A possibilidade de fazer grandes tiragens de cartões  de Natal popularizou ainda mais a figura deste personagem, que várias lojas e empresas  começaram então a usar para fins publicitários. Chegou inclusive a ser habitual que, durante as celebrações natalinas, os adultos se vestissem como ele e saíssem nas ruas e lojas a cumprimentar as crianças e fazer propaganda de todo tipo de produtos. Entre 1873 e 1940 foi publicada a revista infantil St. Nicholas, que teve uma enorme difusão.
A segunda metade do século XIX foi transcendental no processo de consolidação e difusão da figura de  Papai Noel. Por um lado, ficaram fixados (embora ainda não definitivamente) seus traços e atributos mais típicos. Por outro, aprofundou-se no processo de progressiva laicizarão do personagem. Efetivamente, Papai Noel deixou de ser uma figura tipicamente religiosa, associada a crenças específicas de determinados grupos credenciais, e tornou-se muito mais um emblema cultural, celebrado por pessoas de credos e costumes diferentes, que aceitavam como seus suas abertas e gerais mensagens de paz, solidariedade e prosperidade. Além disso, deixou de ser um personagem associado especificamente à sociedade norte-americana de origem holandesa, e tornou-se padroeiro de todas as crianças norte-americanos, sem distinção de origens geográficas e culturais. Prova disso foi que, naquela época, fez também sua viagem de volta à Europa, onde influenciou extraordinariamente na revitalização das figuras do "Father Christmas" ou "Papai Natal" britânico, ou do  "Père Noël" ou "Papai Noel" francês (cuja influência cultural originou o  nome com que é chamado no Brasil),  que adotaram muitos de suas características e atributos típicos.
O último momento de inflexão importante na evolução iconográfica de Papai Noel ocorreu com a campanha publicitária da empresa de bebidas Coca-Cola, no Natal de 1930. No anúncio de sua campanha natalina, a empresa publicou uma imagem de Papai Noel escutando pedidos de crianças em um centro comercial. Embora a campanha tenha sido um sucesso, os diretores da empresa pediram ao pintor de Chicago (mas de origem sueca) Habdon Sundblom que remodelasse o Papai Noel  de Nast. O artista, que usou como primeiro modelo um vendedor aposentado chamado Lou Prentice, fez com que perdesse seu aspecto de gnomo e ganhasse em realismo. Papai Noel ficou mais alto, gordo, de rosto alegre e bondoso, olhos pícaros e amáveis, e vestido de cor vermelha com bordas brancas, que eram as cores oficiais da Coca-Cola. O personagem estreou sua nova imagem, com grande sucesso, na campanha da Coca-Cola de 1931, e o pintor continuou fazendo retoques nos anos seguintes. Logo o artista incorporou a si mesmo como modelo do personagem, e seus filhos e netos como modelos de crianças que apareciam nos quadros e postais. Os desenhos e quadros que Sundblom pintou entre 1931 e 1966 foram reproduzidos em todas as campanhas natalinas que da Coca-Cola no mundo, e após a morte do pintor em 1976, sua obra continuou sendo constantemente difundida.
Com o fluxo dos postais, contos, desenhos animados, filmes, etc. norte-americanos, a pomposa figura de Santa Claus continua ganhando popularidade em todo o mundo, e hoje se pode dizer que constitui a invocação mais universal e conhecida, e também a mais leiga e comercial, de todas as derivadas do São Nicolau de Bari que desde o século IV foi considerado tradicional protetor das crianças.

 
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